A
gestão da escola Antônio Florentino não respeita a democracia do Conselho de Escola desde sempre. Assim como o Governo Alckmin,
é um grande exemplo do autoritarismo, repressão e perseguição àqueles que lutam.
Após
um ato que ocorreu no dia 09/10/15, em que estavam presentes cerca de 30 pais,
estudantes e professores da Escola EE Antônio Florentino, em Itapecerica da
Serra, representando uma parte considerável do total dos manifestantes, a
Vice-diretora chamou a supervisora de ensino, alegando “estar preocupada com a
segurança dos alunos” que estavam indo à manifestação.
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No dia seguinte, a Supervisora com a
Vice-diretora chamaram os estudantes que foram à manifestação de sala em sala,
identificando-os por fotos tiradas no ato. Colocaram-nos em uma sala e
disseram, segundo relatos dos próprios estudantes, “que as manifestações não
iriam adiantar nada; que a escola deles nem vai ser fechada; que eles estavam
correndo risco de vida, caso algum motorista revoltado jogasse o carro contra
os manifestantes etc”. Isto é, uma evidente contraofensiva ideológica e
intimidação dirigida àqueles que estão lutando contra os ataques que cerceiam o
direito de tod@s a ter uma educação pública de qualidade. Os estudantes revoltados
chamaram o professor que ajudou na organização do ato, que imediatamente foi
conversar com a Supervisora e a Vice-diretora junto aos alunos. Nesta conversa,
diante de risadas debochadas da Vice-diretora, a Supervisora ameaçou o
professor dizendo: “Você está levando menores de idade para manifestações, você
sabe que isso pode dar processo?”.

Vale lembrar que a mesma preocupação não
foi manifestada pela Gestão e pela Supervisão em relação a um professor que
colheu autorizações dos pais para levar os estudantes ao Hopi-Hari, nem em
relação ao perigo que os estudantes da escola correm todos os dias, quando
atravessam uma rua movimentada e sem sinalização e faixa de pedestre a caminho
da escola todos os dias. O que deixa
evidente que a única e exclusiva preocupação deles é fazer parar a mobilização
e calar a voz de indignação diante de salas superlotadas, fechamento de
períodos e escolas, falta de materiais escolares e um grande etc. de descaso
com a educação pública.
Diante
de uma grande aula de consciência crítica e disponibilidade de luta
protagonizada pelos alunos, o que
realmente está preocupando a gestão desta escola e a supervisão de ensino é o
medo dos alunos continuarem se mobilizando
e lutando contra as mazelas e desmandos que ocorrem na escola e nessa sociedade,
governada pelo conjunto de governos do PT, PMDB e PSDB, que juntos aplicam o pacote
de ajuste fiscal, cortando custos da educação e da saúde, precarizando ainda
mais esses serviços essenciais à vida, demitindo trabalhadores e retirando seus
direitos.
Mas
os estudantes e o professor não se intimidaram. A resposta dos estudantes, pais
e do professor foi construir um ato ainda maior no dia 20/10/15. Mas a
Vice-diretora, não satisfeita com a já citada tentativa de intimidação dos
estudantes e do professor, no dia 21/10/15, um dia após o ato, entregou aos
estudantes uma convocação para os pais comparecerem já no dia seguinte
(22/10/15) à escola, ameaçando dessa vez os pais de sofrerem penalidades
perante a lei, caso não comparecessem. Ou seja, como não conseguiram intimidar
os estudantes e o professor, agora tentaram incomodar e intimidar os pais, na
tentativa de fazê-los parar de assinar as autorizações que permitem os
estudantes irem às manifestações. Mas a tentativa foi frustrada pelos próprios
pais, que demonstraram todo apoio, parabenizando o professor e os estudantes
pela aula de disponibilidade de luta e consciência crítica. Disseram também que
aquela escola deveria estar inteira apoiando o professor e os estudantes na
luta contra a reestruturação do governo, em vez de estar dizendo que não tem
nada a ver com as manifestações.
Portanto, o movimento contra a reestruturação se fortalece diante de
tantas vitórias impostas aos exemplares agentes do governo Alckmin e contra
seus ataques à escola pública. Como sintetizou perfeitamente a tia de uma
estudante convocada:
“Sair de uma reunião em
uma ESCOLA que convoca os pais pra dizer que não tem nada a ver com as
manifestações promovidas pelos alunos e um único PROFESSOR, contra o absurdo
que o Governador pretende fazer nas escolas, e ouvir que essa ESCOLA não vai se
posicionar a respeito, nem tampouco apoiar, é no mínimo frustrante... Querem a
todo custo podar os galhos que crescem em jovens que estão acordando... Querem
calar a voz daqueles que não aguentam mais ficar em silêncio... Querem que a
gente se f...”
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